Acervo Jorge Ben

Acervo Jorge Ben

15-11-2022

12:13

10 DISCOS DE JORGE BEN PARA NÃO-INICIADOS EM JORGE BEN Desde que tenho este perfil, fiquei surpreso com a quantidade de gente que não conhece a obra do mestre Ou que não compreende o tamanho que é Jorge para a MPB Essa thread é para vocês… 🧵

Escolher os melhores discos de Jorge é um desafio monumental. Entre 1963 e 2007, o homem gravou 27 discos. Nos primeiros anos de carreira, foi quase 1 disco por ano. Isso sem contar os ao vivo e as compilações

Portanto, qualquer lista desse tipo vai cometer injustiças. Fora que minhas escolhas não têm qualquer valor técnico. São absolutamente pessoais. Discordou? Não fique bravo! Deixe suas sugestões nos comentários :) Bora lá?

[1] SAMBA ESQUEMA NOVO - 1963 O início do fenômeno Ben ao lado dos Meirelles e os Copa 5. A fase em que Jorge é influenciado pela Bossa de João Gilberto, mas que mostra ao mundo uma batida de violão completamente diferente. “Mas Que Nada” e “Chove Chuva” foram arrebatadoras

[2] BIG BEN - 1965 Se não existisse “Samba Esquema”, acho que seria o grande disco da fase “bossa-novista” de Jorge. “Lalari-Olalá”, “Quase Colorida” e “Agora Ninguém Chora Mais” são três preciosidades. É onde Ben começa a dar mais asas à sua imaginação

[3] JORGE BEN - 1969 Das mais lindas capas de todos os tempos. É o disco que marca a primeira reinvenção de Jorge: um mergulho no samba-rock ao lado do Trio Mocotó. Difícil elencar as melhores músicas. O fato é que as musas de Ben estão aí: Teresa, Domingas, Barbarella, Bebete

[4] FORÇA BRUTA - 1970 O ápice da parceria com o Trio Mocotó. É o marco da criação do samba-rock. Além de ser uma experimentação absoluta de elementos do soul, funk e até do forró. Destaco “Oba Lá Vem Ela”, “O Telefone Tocou…” e “Charles Jr”. O nome do disco não é a toa

[5] BEN - 1972 Pouco cultuado, mas sou apaixonado. Jorge finca o pé no futebol com “Fio Maravilha”, brinca em “O Circo”, mostra sua paixão pelo Santo Guerreiro em “Domingo 23”, flerta com o místico em “As Rosas Eram…”. E ainda tem “Taj Mahal”. Todas as faixas são incríveis

[6] TÁBUA DE ESMERALDA - 1974 Não é só o início da trilogia mística de Jorge, como é o maior disco da música popular brasileira. Eu tentei escrever algo sobre, mas não dá. Fica pequeno pelo tamanho da obra. Alquimia, amor, brasilidade, escravidão. Feche os olhos e apenas escute

[7] SOLTA O PAVÃO - 1975 Por milésimos, esse disco não tomou a frente de “Tábua”. Jorge mergulha de vez no universo filosófico e medieval no segundo disco da sua fase mística. Obra prima absoluta. Acredito que a canção que mais simboliza o momento é a incrível “Luz Polarizada”

[8] ÁFRICA BRASIL - 1976 Alguns dizem que Jorge é apolítico. Mas poucos artistas falaram dos negros e da escravidão como Ben. África Brasil é um exemplo gigantesco com “Ponta de Lança Africano”, “Xica da Silva” e a versão de “Zumbi”. Um marco da transição do violão pra guitarra

Um adendo aqui: não canso de indicar o grande livro da @kamille sobre esse disco e, porque não, a carreira do mestre Ben

[9] A BANDA DO ZÉ PRETINHO - 1978 Eles chegaram pra animar a festa. Um disco delicioso, mais dançante e suingado em que Ben mistura todas as paixões que o guiaram até aqui. Destaco a música que dá nome ao disco e a maravilhosa “Amante Amado”, de um Jorge escravo do amor

[10] SALVE SIMPATIA Um marco da transição definitiva de Ben para o pop. Ele solta a mão na alegria com a magnética “Adelita”, não perde o lado social em “Boiadero”, se mantém místico em “Occulatus” e ainda cria a maravilhosa “Ive Brussel” cantada ao lado do amigo Caetano Veloso

Sobre esse momento, indico o livro do grande @andre_barcinski em que aborda a explosão do pop entre 74 e 83

*BONUS TRACK [11] GIL & JORGE: OGUM, XANGÔ - 1975 Não tinha como não falar dessa obra prima. Se os dois fossem ingleses ou norte-americanos, seria um dos maiores discos da história tamanha experimentação e genialidade. Destaco a linda “Filhos de Gandhi”

Eu ainda poderia falar do jovem-guardista “O Bidú”, do incrível “Negro é Lindo” influenciado pelos movimentos black dos EUA ou do fantástico “10 Anos Depois” em que Ben reinventa o jeito de se fazer medley. Por essas e outras que eu digo: @jorgebenjor é o maior de todos :)



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