cala-te, ó facho

cala-te, ó facho

26-10-2022

14:39

Thread porque é um tema importante e porque há muito para dizer sobre isto 🧵

Antes de mais, acho que a questão da necessidade de uma revolução proletária ao invés do reformismo foi respondida, e bem, há mais de 100 anos e que essa resposta se mantém actual e correcta (Rosa Luxemburgo, «Reforma ou Revolução» ( (1/14)

E sim, devemos lutar por todas as reformas e concessões que conseguirmos, mas a história demonstra que, sem a destruição do estado burguês, essas concessões acabam sempre por ser retiradas (2/14)

Sem a destruição do estado burguês e abolição do capitalismo, as contradições do sistema continuam a acentuar-se e, em resposta, as forças mais reaccionárias ganham sempre força. (3/14)

A história também demonstram que a democracia liberal é um meio através do qual as forças realmente transformadoras dificilmente conseguirão conquistar o poder. Ou, mesmo que consigam, serão imediatamente vítimas de sabotagem, interna e externa. (4/14)

Alguns exemplos disto são Arbenz na Guatemala, Allende no Chile, Goulart no Brasil, todos os países que sofreram com ingerência das operações como a Condor e a Gladio, por exemplo. Ou, mais recentemente, Evo Morales na Bolívia ou a Venezuela Bolivariana (5/14)

Mesmo em Portugal podemos observar esse fenómeno: depois do 25 de Abril, as forças de esquerda foram atacadas pela reacção nacional e estrangeira; as Conquistas de Abril foram sempre, desde o início, atacadas e cada vez mais caminhamos na direcção contrária desses valores. (6/14)

E não, não estou a dizer que em Abril os comunistas portugueses deveriam ter apoiado outro tipo de revolução. As condições materiais para isso não estavam reunidas, foi correcto não alinhar com a extrema esquerda. Mas serve para exemplo de um estado social que perdeu muito (7/14)

E sim, tens razão em dizer que é difícil acreditar numa revolução nos países do núcleo imperial/1.º mundo, onde incluímos Portugal, onde o domínio do capital é mais forte, a consciência de classe é mais fraca, com grande parte da população com aspirações pequeno-burguesas. (8/14)

Posto isto, é importante não esquecer que o capital tem interesse em que a classe trabalhadora esteja alienada da vida política (e não só) e sem esperança por um rumo melhor, que afecte a hegemonia burguesa. (9/14)

O papel dos comunistas nestes países deve ser, como sempre, educar, consciencializar, desmistificar, organizar os trabalhadores, nunca assumindo uma postura derrotista, apoiando também movimentos comunistas e progressistas internacionais. (10/14)

A posição que os Partidos Comunistas nestes países adoptaram não é, creio, a que tu dizes ser (pelo menos a dos que realmente o são). Não estão a organizar as massas para uma revolução porque, simplesmente, as condições estão longe de estar reunidas. (11/14)

O PCP, por exemplo, é um Partido revolucionário, mas não esquerdista, não extremista. Entende que só com apoio popular suficiente é que se poderia avançar, eventualmente, para uma revolução. (12/14)

Mas isso não significa que o carácter revolucionário tenha desaparecido. A participação nas eleições servem para manter conquistas, ganhar novas e para consciencializar as massas. Mas é um meio, não um fim. (13/14)

E pronto, só para terminar, fica aqui um apelo contra o derrotismo e também um vídeo que toca nestes temas - sobre o porquê de o reformismo não ser suficiente e em que é que assenta. (14/14)



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